São Paulo, Sem agentes de trânsito, sem respeito às regras. A ausência de fiscais faz crescer o número de condutores de bicicletas comuns, bikes elétricas e autopropelidos que passam acima da velocidade máxima de 20 km/h na ciclovia da Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deu início à fiscalização das bicicletas comuns, bikes elétricas e autopropelidos no último dia 13 de outubro. O foco principal está na ciclovia da Faria Lima, a mais movimentada da capital paulista, e onde condutores se arriscam em ultrapassagens em alta velocidade mesmo nos horários de pico, como já mostrou a reportagem.
Para medir o quanto condutores têm acelerado, a prefeitura instalou “delimitadores de velocidade” (espécie de radar, sem multa automática). Quando há agentes da CET por perto, as pessoas reduzem o ritmo. Sem fiscalização, muitos passam acima dos 20 km/h e até dos 30 km/h.
O comportamento não é diferente daquele apresentado por motoristas quando se aproximam de uma blitz ou de radares, acelerando na sequência.
Conheça novas regras para bicicletas elétricas e patinetes
Ciclovias e ciclofaixas na pista: bicicletas elétricas e patinetes podem circular a até 20 km/h.
Ciclofaixas em calçadas ou canteiros compartilhadas com pedestres: o limite é de 6 km/h.
Ciclorrotas: patinetes e equipamentos conduzidos em pé podem circular a até 20 km/h.
