Bunkers privados não garantem proteção absoluta contra colapsos globais ou desastres severos, pois limitações estruturais e a impossibilidade de prever todas as ameaças impedem a criação de abrigos 100% eficazes.
A proteção de um abrigo subterrâneo é calculada com base em ameaças específicas e variáveis geológicas do terreno. Do ponto de vista estrutural, fatores como características do solo, profundidade do lençol freático, pressão lateral e impacto de ondas de choque determinam o dimensionamento do concreto armado.
De acordo com Victor Henriques, engenheiro civil e CEO da Help Reformas e Construções, só construir paredes mais grossas não transforma um cômodo subterrâneo em um bunker seguro.
Além do impacto mecânico, a habitabilidade exige controle sobre sistemas de ventilação, energia e saneamento. Equipamentos como filtro nuclear, biológico e químico, reduzem a entrada de contaminantes, mas não produzem oxigênio nem garantem remoção contínua de dióxido de carbono sem manutenção especializada.
Victor alerta que a manutenção da atmosfera respirável em confinamento exige monitoramento técnico.
“A segurança depende de um sistema completo, dimensionado para a quantidade de pessoas, o período de ocupação e os riscos externos. Sem manutenção e sem monitoramento, a própria atmosfera interna do bunker pode se tornar uma ameaça”, explica.
