A preservação da massa muscular e o aporte calórico correto são fatores centrais para garantir que pacientes em tratamento contra o câncer consigam tolerar as doses de quimioterapia e radioterapia sem interrupções. Longe de exigir restrições extremas, a nutrição oncológica moderna foca na adaptação contínua das refeições ao longo de cada etapa do tratamento, reduzindo sintomas de toxicidade, complicações cirúrgicas e infecções.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado nutricional do paciente afeta diretamente a resposta do organismo às terapias para combater o câncer, tornando o suporte nutricional parte do cuidado médico.
A perda involuntária de massa muscular e peso, quando acompanhada pela inflamação gerada pelo próprio tumor, caracteriza a caquexia oncológica. A condição compromete a imunidade e diminui a resistência do organismo aos medicamentos. A desnutrição pode ocorrer inclusive em pessoas com sobrepeso ou obesidade, o que exige monitoramento desde o diagnóstico inicial.
“Pacientes com baixa massa muscular toleram menos o tratamento de quimio e radioterapia, ficam mais tempo internados, complicam mais no pós-operatório, têm baixa qualidade de vida e maior risco de mortalidade”, alerta a nutricionista Thais Manfrinato, do A.C.Camargo Cancer Center.
