O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou a condução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de 2026.
Sem citar nomes, o magistrado cobrou uma atuação imparcial da Justiça Eleitoral, presidida pelo ministro Kassio Nunes Marques. “De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, manifestou o decano do STF na noite de segunda-feira (2).
“Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros.”
O ministro entende que, nesse contexto, a ausência de manifestações pode “abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável.”
Gilmar Mendes ainda reforçou que foi o colegiado do TSE que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático.
“Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado.”
Como mostrou a CNN, a Justiça Eleitoral recebeu, neste ano, mais de 100 mil processos relacionados às eleições, segundo dados do TSE. A conta inclui, por exemplo, a disputa judicial das campanhas presidenciais sobre propaganda eleitoral nas redes sociais.
