Uma juíza dos Estados Unidos impediu temporariamente na segunda-feira (2) que o governo Trump avance com um plano que, segundo a administração, busca impedir que pessoas sem cidadania americana votem. Críticos, porém, afirmam que a iniciativa coloca em risco o direito de eleitores aptos a participar das eleições e viola a autoridade dos estados sobre o processo eleitoral.
A juíza federal Tanya Chutkan proibiu o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna de enviar aos estados listas de eleitores registrados que o governo considera possivelmente não cidadãos. Também vetou que as autoridades federais solicitem aos responsáveis eleitorais estaduais que separem os votos dessas pessoas ou deixem de contabilizá-los até que a cidadania seja comprovada.
A decisão representa mais um revés judicial para as tentativas do presidente dos EUA, Donald Trump, de ampliar o controle federal sobre a administração das Eleições de Meio de Mandato, que definem novos representantes na Câmara e no Senado americano. Os republicanos de Trump tentam manter a maioria nas duas Casas do Congresso.
O voto de não cidadãos é ilegal, e todas as evidências disponíveis indicam que a prática é extremamente rara. Trump, que afirma falsamente que sua derrota na eleição presidencial de 2020 foi resultado de fraude, há muito acusa os estados, responsáveis pela organização das eleições, de facilitar a participação de não cidadãos nas votações.
