As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques limitados na ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2), informaram três autoridades americanas à CNN, descrevendo a ação como de natureza defensiva e destinada a proteger ativos dos EUA na região.
Uma autoridade afirmou que o ataque americano ocorreu em resposta a disparos feitos pelo Irã contra uma aeronave dos EUA.
A ação não parece ser o tipo de operação de combate de grande escala que as autoridades vinham cogitando; o jornal americano The Wall Street Journal, que revelou a operação em primeira mão, relatou que outros ataques semelhantes já haviam sido realizados anteriormente em sigilo.
“Foi uma medida defensiva, já que os iranianos utilizaram mísseis terra-ar contra ativos dos EUA”, disse outra autoridade americana.
No entanto, a nova ação, às vésperas do dia da eleição de Meio de Mandato dos EUA, serve como um lembrete de que a situação com o Irã permanece sem solução, e que a possibilidade de um conflito armado continua sobre a mesa.
Uma fonte a par do assunto afirmou que o governo manteve o ataque em sigilo, de forma deliberada, para evitar dar uma dimensão excessiva a essa medida defensiva. A fonte acrescentou que os ataques visavam proteger ativos dos EUA.
O episódio ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira, que a diplomacia com Teerã ainda está em curso, escrevendo nas redes sociais que um acordo “poderia acontecer”.
