O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), classificou como “chantagem do mercado” a pressão por medidas de ajuste fiscal no próximo mandato do presidente Lula da Silva (PT).
Em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o político defendeu que eventuais cortes se concentrem em benefícios fiscais, supersalários do funcionalismo e emendas parlamentares, mas não em áreas como saúde e educação.
Boulos pede reforma no Judiciário
Boulos afirmou que o Brasil concede quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais e cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares como valores que deveriam entrar na discussão sobre economia de recursos.
O ministro defendeu uma reforma no Judiciário para enfrentar os chamados supersalários. A declaração ocorre em meio ao avanço da dívida pública, que passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), no fim de 2022, para 82,9% em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões.
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O ministro argumentou que a trajetória da dívida brasileira deve ser comparada à de outras grandes economias. Da mesma forma, rejeitou medidas que, em sua avaliação, transfiram o custo do ajuste para a população de menor renda.
Sobre a governabilidade, Boulos afirmou que a próxima gestão precisará negociar com Congresso e Judiciário, mas também mobilizar apoiadores nas ruas e nas redes sociais.
