Quando o presidente Donald Trump concluiu seu discurso de encerramento, que durou uma hora, diante do espelho d’água do Lincoln Memorial, na segunda-feira (2), a água do reservatório atrás dele havia ficado imóvel, refletindo perfeitamente o Monumento a Washington e o céu cinzento de novembro.
Se o espelho d’água finalmente estava funcionando como o governo sempre esperou, não ficou claro se o presidente também estava.
O discurso, anunciado como sua mensagem final ao eleitorado antes da escolha de um novo Congresso nesta semana, não trouxe o contraste em alto nível com os democratas que alguns republicanos esperavam. Em vez disso, foi um relato discreto e extremamente detalhado de todos os problemas que Trump afirmou ter resolvido na estrutura hidráulica do espelho d’água de aproximadamente 610 metros de extensão, incluindo canos enferrujados, juntas antigas, vergalhões reposicionados e “uma quantidade enorme de algas”.
Oito minutos após o início, antes de qualquer menção às eleições de meio de mandato, Trump convidou um assessor chamado Greg para subir ao palco segurando grandes fotografias coloridas, enquanto descrevia, em detalhes específicos, os reparos que havia determinado. Foram necessários mais 16 minutos até que mencionasse as eleições sobre as quais, supostamente, deveria falar.
