O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contabilizou 945.015 processos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026. O número é recorde para o período e supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do painel de violência contra a mulher do DataJud, base nacional de informações do Poder Judiciário.
Em apenas nove meses, os registros deste ano ficaram acima dos totais fechados de 2020 (597.824), 2021 (692.620), 2022 (755.098) e 2023 (916.790). O levantamento realizado pelo portal Poder360 considera casos de lesão cometida em razão da condição de mulher, violência psicológica e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Processos enquadrados como feminicídio não entram na contagem.
São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 casos registrados até 30 de setembro de 2026. O Paraná aparece em segundo lugar, com 94.690 ocorrências, e Minas Gerais fica em terceiro, com 83.762. Os dados refletem o volume de processos que chegam ao Judiciário e não necessariamente o total de ocorrências policiais, já que nem toda vítima procura a Justiça.
Anuário aponta 1.571 feminicídios em 2025
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho, aponta que o país registrou 1.571 feminicídios em 2025. A maioria das vítimas era de mulheres negras assassinadas dentro de casa.
