Donald Trump
Jacquelyn Martin / AP
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2) um pedido para que a Califórnia separasse milhares de votos enviados pelo correio por pessoas que, segundo o governo do presidente Donald Trump, não são cidadãos americanos.
A decisão ocorre na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, consideradas decisivas.
A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envolvendo 20 mil pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores da Califórnia, estado amplamente dominado pelo Partido Democrata.
Foi mais um episódio de uma série de disputas judiciais na véspera das eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso nos dois últimos anos do segundo mandato de Trump.
Na Califórnia, o governo Trump havia pedido à Suprema Corte que os votos contestados fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada.
Autoridades do estado, porém, afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de votar.
A Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência.
Em setembro, os ministros já haviam rejeitado uma tentativa de Trump de restringir o voto pelo correio em todo o país, embora tenham decidido a favor de seu governo em uma série de outros recursos emergenciais.
Suprema Corte rejeita tentativa do governo Trump de desconsiderar quase 20 mil votos da Califórnia
