O advogado Tracy Reinaldet afirmou nesta segunda-feira, 2, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou uma suspeita já descartada pelo Banco Santander para impor medidas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista ao Oeste Sem Filtro, ele afirmou que a Polícia Federal (PF) suspeitava de movimentações financeiras do parlamentar em uma conta de uma empresa do advogado Willer Tomaz. O banco, porém, já havia negado a utilização da conta por Flávio.
A suspeita surgiu de um e-mail enviado por uma funcionária de Tomaz ao Santander. A mensagem mencionava o nome de Flávio e uma conta da empresa Alcazar, pertencente ao advogado. A partir desse documento, a PF levantou a possibilidade de que os dois compartilhassem uma conta bancária e movimentassem dinheiro entre si.
Segundo Reinaldet, Moraes pediu esclarecimentos ao Santander na sexta-feira, 23 de outubro. Na manhã de domingo, 25, o banco respondeu que Flávio nunca havia sido titular, cotitular ou usuário da conta da Alcazar.
Segundo o advogado, o Santander também apresentou extratos bancários sem registros de transferências da empresa para o senador, seus familiares ou suas empresas. “A hipótese de fluxo financeiro é completamente afastada nessa resposta do Banco Santander”, declarou.
Apesar disso, a PF pediu medidas contra Flávio na noite daquele domingo, por volta das 21h.
