Imagine passar 30 anos escondido na selva, sobrevivendo com o que está disponível na natureza e acreditando que o seu país ainda está em guerra. Foi o que aconteceu com o soldado imperial japonês Hiroo Onoda, que não soube do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ele só aceitaria deixar a floresta se recebesse ordem de seu superior - que precisou ser localizado em 1974 e ir até o combatente para que acreditasse que o conflito havia terminado.
Então com 22 anos, o tenente Onoda foi enviado em dezembro de 1944 à pequena ilha de Lubang, nas Filipinas, para o que seriam os momentos finais da Segunda Guerra Mundial. As ordens que recebeu foram: dificultar ao máximo o avanço das tropas americanas, realizar atos de sabotagem e nunca se render e nem tirar a própria vida.
Fake news?
Em agosto de 1945, a Segunda Guerra chegou ao fim, com a rendição oficial do Japão após os bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki. Isolado na selva ao lado de outros três companheiros de farda, Onoda ignorou os panfletos lançados por aviões sobre a ilha, com fotos de familiares e mensagens de apelo, acreditando que aquilo seria uma operação de desinformação do inimigo.
Na tentativa de avisar os soldados remanescentes de que o conflito havia acabado, exércitos e governos apelaram nos anos seguintes até para cartas de parentes e gravações de áudio transmitidas por alto-falantes nas florestas de Lubang.
