André Lara Resende, um dos economistas do Plano Real, apresentou uma série de propostas para mudanças na condução da política econômica e monetária do Brasil. Durante o Hora H desta segunda-feira (2), a âncora Thais Herédia e a analista de economia Lucinda Pinto analisaram os principais pontos da proposta do economista.
As propostas, que não são exatamente novas, ganharam repercussão após informações de que Lara Resende teria se reunido com o presidente Lula, reacendendo preocupações no mercado financeiro e entre economistas de diferentes correntes.
Entre as medidas, destacam-se a redução da taxa Selic de 13,75% para 7,5% em até um ano e, posteriormente, a manutenção dos juros em uma faixa entre 3,5% e 5,5%.
Entre os pontos mais polêmicos da proposta está a criação de um conselho fiscal e monetário para definir as metas do Banco Central. Na avaliação de Thais Herédia, a medida representaria uma redução significativa do papel da instituição como garantidora da estabilidade da moeda.
“Hoje o Banco Central tem justamente o mérito de tomar decisões difíceis, muitas vezes impopulares, pensando em garantir a convergência da inflação para a meta. Isso roubaria do Banco Central a liberdade para fazer o que ele precisa fazer”, afirmou Lucinda Pinto.
O caso da Turquia foi mencionado por Herédia como exemplo de experiência de intervenção política no Banco Central.
