Não existe mais receita pronta para fazer uma marca ser lembrada na hora da compra. É o que diz Paulo Ilha, cofundador, sócio e CMO da Galeria, agência que atende, entre outros clientes, Itaú, McDonald’s e Vivo.
“No passado, até 20 anos atrás, existiam algumas receitas”, disse ele ao programa Valor de Marca, da CNN Brasil. “Você tinha uma sequência de meios para trabalhar, um nível de esforço, e gerava resultado. Hoje não existe mais uma receita única”, afirma.
Na visão do publicitário, o que mudou foi o caminho do consumidor até a compra. Antes linear, esse percurso hoje se espalha por vários pontos de contato ao mesmo tempo. “As pessoas estão no meio de órbitas ao seu redor: influenciadores, marcas, jornais, revistas, emissoras de TV”, ressalta.
Nesse ambiente, a palavra que ele mais repete é relevância. “Como essa marca vai construir relevância e se conectar de verdade com as pessoas é o que faz a profunda diferença.”
Ilha fundou a Galeria em setembro de 2021 com Eduardo Simon e Rafael Urenha, que vinham de comandar a DPZ&T, do grupo Publicis. O grupo francês chegou a ter uma fatia minoritária na nova agência, recomprada pelos sócios cerca de um ano depois.
Desde então, a Galeria se tornou a terceira maior agência do país em compra de mídia, segundo o ranking do Cenp-Meios de 2025, atrás de Africa Creative e AlmapBBDO.
O crescimento levou à criação de uma holding.
