O Senado Federal paga cerca de R$ 3 milhões por mês em pensões a filhas solteiras de antigos servidores da Casa. O valor corresponde a aproximadamente R$ 36 milhões por ano, segundo levantamento do jornalista Lúcio Vaz, publicado pela Gazeta do Povo neste domingo, 1º.
Ao todo, 132 mulheres recebem os benefícios. De acordo com o levantamento, 16 delas têm rendimentos brutos acima do teto remuneratório constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil. Nesses casos, o Senado aplica o chamado abate-teto, que limita o pagamento ao valor máximo permitido.
O levantamento também apresenta casos de pensionistas que recebem os benefícios há décadas. Algumas acumularam valores estimados em milhões de reais ao longo do período de pagamento.
Pensões chegam a R$ 46 mil
Entre os casos está Márcia Mendes Viana. Ela recebe pensão desde janeiro de 1988. Seus rendimentos brutos chegam a R$ 62,4 mil, mas o abate-teto reduz o valor pago. O levantamento estima que ela tenha acumulado cerca de R$ 16 milhões em pensões.
Verônica Macedo Albuquerque recebe o benefício desde março de 1978. A reportagem informa que seus rendimentos brutos chegam a aproximadamente R$ 56 mil. Com a aplicação do abate-teto, o valor é limitado ao teto constitucional. O total acumulado ao longo dos anos é estimado em cerca de R$ 22 milhões.
Daiane Macedo também aparece no levantamento. O valor bruto informado é de R$ 54,7 mil sujeito à aplicação do abate-teto.
