O coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Sérgio Gabrielli, endossou, em um artigo nesta 2ª feira (2.nov.2026), a proposta do economista André Lara Resende para a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. Leia a íntegra (PDF - 469 kB).
A manifestação de Gabrielli vem durante a reação negativa do mercado financeiro à proposta de Lara Resende e um dia depois de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitar a iniciativa publicamente. No domingo (1º.nov.2026), Durigan declarou que o governo não planeja adotar o tabelamento de taxas de juros.
No artigo “Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027”, Gabrielli defendeu que o governo federal deve perseguir a queda dos juros por meio de ajuste progressivo de gastos e receitas, sem impor austeridade ao eleitorado.
Gabrielli sustentou não haver correlação direta, nas últimas décadas, entre o resultado primário e a trajetória da taxa de juros no Brasil. Na sua avaliação, elevar o superávit primário não é o instrumento adequado para reduzir os juros.
O plano defendido por Lara Resende, um dos elaboradores do Plano Real, prevê a criação de uma estrutura mais ampla do que o CMN (Conselho Monetário Nacional). O objetivo é definir metas conjuntas de política fiscal e monetária para um horizonte de 4 a 5 anos.
A proposta inclui a redução gradual da taxa Selic ao longo de 12 meses, até chegar a 7,5% ao ano, com posterior estabilização de 3% a 5,5% ao ano.
