SÃO LUÍS - Em 17 de julho de 1906, faleceu na França o médico legista e antropólogo maranhense Raymundo Nina Rodrigues (Vargem Grande, 04/12/1862-Paris, 17/07/1906). A morte de Nina Rodrigues pareceu ter mais impacto na Bahia, onde fez sua carreira acadêmica e profissional, e onde era amplamente reconhecido da comunidade científica local. Do Maranhão, além de ter saído praticamente escorraçado com o apelido de “Dr Farinha Seca”, ainda teve outro opróbrio: o governador Benedito Leite não pôde ou não quis repatriar os restos mortais para o Maranhão. Sabendo disso, a comunidade científica da Bahia custeou todo o traslado para aquele estado e o enterro de Nina Rodrigues no cemitério do Campo Santo, em Salvador, capital baiana, em 11 de agosto de 1906, e naquela necrópole até hoje existe o túmulo.
O que aconteceu com Nina pareceu ter sido uma “troca de gentilezas ao avesso” entre Maranhão e Bahia, pois dois anos antes, em 1904, um médico e poeta baiano morreu por estas bandas, estando seu túmulo até hoje no cemitério do Gavião, relativamente bem conservado em comparação aos jazigos de alguns dos filhos desta terra. A sepultura não tem número definido e fica na sexta seção, do lado esquerdo da capela, se tomarmos como referência a entrada da necrópole. Vejamos o jazigo na edição do dia do jornal “A Pacotilha”, de 02/08/1929, e em foto nossa dos dias atuais:
A lápide de mármore colocada sobre o jazigo é a mesma de há mais de 120 anos.
