O Nordeste ocupa posição de gala nos palanques do Partido dos Trabalhadores (PT). Tornou-se um terreno obrigatório para a caça de votos. No entanto, quando as cortinas da propaganda se fecham e os números reais vêm à tona, o resultado de mais de duas décadas de tutela estatal é a estagnação econômica. A participação da região no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil praticamente não saiu do lugar. As informações são do Instituto Millenium.
Em 2002, o Nordeste respondia por 13% de toda a riqueza produzida no país. Em 2023, essa fatia subiu para 13,8%. Trata-se de uma oscilação de apenas 0,8 ponto porcentual. É um dado pífio para uma região que concentra mais de um quarto da população brasileira.
Pequena melhora na economia do Nordeste
Houve quem comemorasse uma pequena melhora nos números de 2016 a 2017, mas a realidade dos fatos impõe cautela. Naquele período, o Brasil mergulhava numa de suas piores crises econômicas, e o Nordeste foi duramente castigado pela recessão. Em 2016, a economia nordestina desabou 4,6%, um tombo mais severo do que a média nacional de 3,3%.
Em 2017, o retorno ao campo positivo foi de 1,6%. Se a participação relativa da região aumentou à época, isso decorreu unicamente da perda de tração e de espaço do Sudeste no tabuleiro nacional, e jamais de um surto de prosperidade nordestina.
Por trás desse problema reside uma deformação estrutural mais reveladora: a dependência estatal.
