A forma como indivíduos processam eventos adversos e decepções interpessoais determina o impacto de longo prazo na própria identidade. Em entrevista concedida à revista Psychologies em 2014, a atriz e cineasta Angelina Jolie abordou a gestão emocional do sofrimento ao pontuar que a resposta diante de eventos dolorosos depende da decisão individual de como absorvê-los.
Durante a declaração, Jolie afirmou que, embora o indivíduo não controle todas as situações cotidianas, mantém o arbítrio sobre a condução do pós-trauma.
Segundo a atriz, é possível ser consumido pela raiva ou encontrar meios de reter a própria humanidade, encarando a situação para extrair aprendizados pessoais.
A análise apresentada pela artista não sugere o esquecimento de mágoas ou a negação de impactos emocionais, mas a recusa em permitir que o amargor altere o comportamento em relações futuras. Em março de 2015, em entrevista à revista ELLE, a diretora reafirmou posicionamento semelhante sobre resiliência ao comentar a história de Louis Zamperini, retratada no filme Invencível.
Nascida em Los Angeles em 4 de junho de 1975, filha dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand, Jolie iniciou a formação artística no Lee Strasberg Theatre Institute.
A projeção na indústria cinematográfica ocorreu após atuações nos filmes Hackers (1995) e Gia (1998), culminando na conquista do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Garota, Interrompida (1999).
