O Psol pretende dificultar a saída de parlamentares que planejam migrar para o PT. Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a direção da legenda não concederá automaticamente autorização para a desfiliação de integrantes ligados ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Entre os nomes apontados como possíveis dissidentes estão a deputada federal Erika Hilton (SP) e os deputados federais eleitos Natalia Boulos (SP) e Rick Azevedo (RJ). O próprio Guilherme Boulos, atualmente deputado licenciado, também deve deixar o partido, assim como deputados estaduais e vereadores ligados à corrente interna Revolução Solidária.
Para mudar de legenda sem correr o risco de perder o mandato, parlamentares precisam apresentar uma justificativa legal ou obter uma carta de anuência da direção partidária. Sem essa autorização ou outra hipótese de justa causa, podem ser acionados na Justiça Eleitoral por infidelidade partidária.
Decisão do TSE dificulta saída de parlamentares do Psol
O impasse ganhou força depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu, na terça-feira 27, que a federação formada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade cumpriu a cláusula de barreira nas eleições de 2026.
A decisão afastou uma das possibilidades de mudança partidária sem perda de mandato, prevista para deputados de legendas que não alcançam o desempenho eleitoral mínimo exigido pela legislação.
