Cientistas encontraram células sanguíneas em um fóssil de dinossauro, o Aratasaurus museunacionali, que viveu há cerca de 115 milhões de anos onde hoje é a Chapada do Araripe. De acordo com a pesquisa, os glóbulos vermelhos apresentaram uma preservação incomum, já que a degradação e a contaminação dos tecidos e das moléculas costumam ser rápidas.
O sítio arqueológico, a Formação Romualdo, está localizado em uma tríplice divisa entre os estados do Pernambuco, Ceará e Piauí.
Segundo a pesquisa, o animal era um dinossauro terópode, um grupo de dinossauros bípedes, com ossos ocos e pneumáticos, ou seja, com cavidades internas preenchidas por ar. A análise dos pesquisadores identificou no fóssil uma molécula essencial do sangue, a heme B, e produtos de redução da heme B, localizados nos canais vasculares do animal.
A detecção das biomoléculas nos fósseis funciona do isolamento molecular, a partir da análise dos extratos orgânicos do tecido fóssil, que pode identificar moléculas biomarcadoras específicas, fazendo uma comparação entre o tempo de retenção, espectros de absorção UV-Vis e espectros de massa com padrões modernos autênticos.
Detectar moléculas intactas derivadas do heme em glóbulos vermelhos de 115 milhões de anos é surpreendente: esta é realmente uma descoberta histórica.
