Em 31 de outubro de 1926, Harry Houdini, um dos maiores ilusionistas de sua época, morreu aos 52 anos. Conhecido por escapar de algemas, caixões submersos e camisas de força, o mágico construiu uma carreira desafiando situações aparentemente impossíveis. Sua morte, no entanto, permanece cercada de dúvidas.
A versão oficial atribui a morte a uma infecção abdominal decorrente de apendicite, supostamente agravada por golpes desferidos contra o artista por um estudante universitário. Agora, uma investigação conduzida por Larrian Gillespie, urologista aposentada de 77 anos, propõe uma explicação diferente: Houdini pode ter morrido em decorrência de uma obstrução intestinal, e não de complicações de uma apendicite.
A pesquisadora também questiona a data oficial da morte. Segundo sua análise, o mágico teria falecido em 30 de outubro, um dia antes do registro conhecido. As conclusões foram publicadas no livro Houdini: The Man Who Died Twice, lançado em julho de 2026 pela Cipher House Books, editora de propriedade da própria autora. A hipótese ainda não foi confirmada por uma investigação médica independente.
Os últimos dias de Houdini
Em 22 de outubro de 1926, Houdini descansava em seu camarim no Teatro Princess, em Montreal, quando recebeu a visita de três estudantes universitários que haviam assistido a uma palestra sua sobre espiritualismo. Um deles, Joscelyn Gordon Whitehead, perguntou se era verdade que o mágico conseguia resistir a golpes no abdômen, como costumava afirmar.
Como morreu Houdini? Livro traz nova tese sobre morte misteriosa de mágico há 100 anos
