Com o avanço da inteligência artificial (IA), aparelhos conectados à internet que trocam dados entre si, na chamada “internet das coisas” (IoT, na sigla em inglês), podem virar um problema.
Segundo um relatório da Anthropic divulgado em outubro, softwares maliciosos com IA poderão se instalar neste tipo de aparelho. E se espalhar de maneira autônoma.
‘Vermes’ de IA podem se espalhar igual ‘mofo digital’, alerta Anthropic
Vírus de computador que se propagam de uma máquina para outra por conta própria são conhecidos como “vermes”.
Eles seguem um roteiro pré-programado, explorando vulnerabilidades de segurança conhecidas ou pontos de acesso com proteção fraca.
A solução costuma ser corrigir falhas e fechar brechas de segurança. Já no caso de “vermes” de IA, a coisa fica mais complicada. E perigosa.
Isso porque este tipo mais avançado de “verme” seria capaz de resolver problemas de forma autônoma e se adaptar a diferentes tipos de dispositivo.
Pesquisadores da Anthropic - a desenvolvedora do Claude - demonstraram que aplicações de IA podem ser executadas sem necessidade de um grande centro de processamento de dados.
Num ambiente de teste controlado, os pesquisadores criaram simulações de oito dispositivos Android.
O modelo de IA testado se instalou num desses aparelhos, se replicou a partir dele e infectou os demais.
Em quatro das cinco tentativas, o modelo atingiu os oito alvos. Na outra, infectou sete.
