São Paulo, No último dia 27, os governos estaduais aprovaram um aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2027. O tema provocou embate entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governo Lula (PT), representado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol).
Os dois divergiram sobre a responsabilidade do reajuste da alíquota do ICMS, com Boulos acusando Tarcísio de ter recuado de discurso defendido pré-reeleição. O governador de São Paulo, por sua vez, acusou o ministro de distorcer os fatos para promover ataques políticos contra os adversários.
As mudanças foram aprovadas em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.
Para o óleo diesel, o aumento aprovado foi de R$ 0,13, ou de 11,1%. Com isso, a alíquota subirá de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. No caso da gasolina, o ICMS passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, um aumento de R$ 0,07, o equivalente a 4,5%.
O gás de cozinha também terá reajuste a partir de fevereiro do ano que vem. O ICMS sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representa um acréscimo de R$ 0,91 para um botijão de 13 quilos.
