A GeForce GTX 1650 ocupa um lugar especial no histórico recente do hardware por ter sido, durante anos, uma das placas de entrada mais populares da NVIDIA. Lançada em 2019 com a arquitetura Turing sem os núcleos Tensor e RT dedicados, ela ganhou atenção no mercado por um grande diferencial: um TDP enxuto de apenas 75 W, o que dispensava conectores adicionais de alimentação em muitos modelos e permitia reviver PCs de escritório sem precisar trocar a fonte.
Acontece que a indústria de games acelerou significativamente a exigência técnica nos últimos anos. Com os motores gráficos migrando para geometrias de altíssima densidade, iluminação complexa e texturas pesadas, o perfil de entrada mudou radicalmente.
Diante disso, surge a dúvida: vale a pena considerar a GTX 1650 para montar ou atualizar um PC básico atualmente ou ela virou um gargalo inevitável?
Desempenho em jogos: a barreira dos 4 GB de VRAM
No cenário competitivo, a GTX 1650 ainda entrega uma experiência satisfatória em Full HD. É possível jogar títulos leves, como Valorant, Rocket League, Overwatch 2 e Apex Legends sem grandes dificuldades acima dos 60 FPS, desde que as configurações visuais sejam ajustadas adequadamente.
A limitação severa aparece ao tentar rodar jogos AAA, mesmo os de anos atrás. Os 4 GB de VRAM são um grande limitador, resultando em stuttering e incapacidade de carregar texturas, gerando imagem de baixa qualidade.
