A deputada Gleisi Hoffmann (PT) afirmou, nesta 2ª feira (2.nov.2026), que o mercado financeiro tem o “DNA do autoritarismo” ao criticar a reação de investidores à possibilidade de uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real.
“Sabemos que nesse mercado financeiro há de um tudo: tem a ala associada ao PCC, que a PF, a Receita Federal e o Gaeco de SP estão combatendo, tem a turma das apostas no Polymarket e da especulação e das apostas tipo rouba-monte que levaram a perdas de bilhões na segunda após a eleição”, declarou.
Gleisi também fez críticas a setores do mercado que, segundo ela, estão envolvidos em atividades criminosas e operações especulativas. Citou investigações sobre organizações ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital), apostas na plataforma Polymarket e perdas bilionárias registradas depois da eleição presidencial.
A manifestação se deu no contexto das discussões sobre a política de juros no Brasil. Lara Resende defende uma mudança na condução da política monetária, com a redução da Selic, taxa básica de juros, para 7,5% ao ano em um prazo de 12 meses.
Em artigo publicado em 25 de setembro de 2026, intitulado “Eu acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos”, o economista propôs a criação de um CFMN (Conselho Fiscal e Monetário Nacional), responsável por estabelecer metas fiscais e monetárias.
Pela proposta, o novo órgão também definiria uma meta para a Selic.
