Um sarcófago de pedra centenário, descoberto há mais de 150 anos na Abadia de Westminster, em Londres, suscitou uma questão que persiste até hoje: quem está dentro dele? Agora, arqueólogos têm pistas que apontam para uma figura medieval respeitada que não era o ocupante original do túmulo.
Pesquisas anteriores determinaram que o sarcófago datava do período romano, por volta do século IV, e uma inscrição latina de três linhas o dedicava “à memória de Valério Amandino”. Dada a alta qualidade do caixão, Amandino provavelmente foi um residente importante de Londres, mas nada se sabe sobre sua vida e feitos.
No entanto, uma cruz de estilo anglo-saxão tardio esculpida na tampa do sarcófago, medindo 1,8 metros de comprimento, provavelmente foi feita pelo menos 600 anos depois. A presença do símbolo gerou dúvidas sobre a idade e a identidade do esqueleto em seu interior, de acordo com Warwick Rodwell, arqueólogo consultor da Abadia de Westminster.
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Ele realizou uma nova análise dos restos mortais e descobriu que o ocupante do caixão era provavelmente um monge medieval ou abade de Westminster.
