O coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Sérgio Gabrielli, defendeu que o governo federal busque a redução da taxa de juros por meio de um “ajuste progressivo” dos gastos e das receitas, sem “austeridade contra o próprio eleitor”.
A declaração está em um artigo enviado à imprensa nesta 2ª feira (2.nov.2026), em um contexto de apreensão do mercado sobre como será a política fiscal do próximo governo Lula. Eis a íntegra (PDF - 469 kB).
O texto, com o título “Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027″, sustenta que não há correlação forte nas últimas décadas “entre resultado primário e a curva da taxa de juros na economia brasileira” e que aumentar o superavit primário, em si, não seria o caminho adequado para reduzir os juros.
Ele também afirma que, depois da reeleição de Lula, “aparentemente não há mais a onipresença do pensamento único”. Gabrielli foi presidente da Petrobras de 2005 a 2012.
Dívida em alta
Há preocupação no mercado financeiro com a trajetória de alta na dívida pública brasileira, que atingiu em setembro 82,9% do PIB. Desde o início do 3º mandato de Lula, o indicador avançou 11,2 pontos percentuais.
No final de agosto, Gabrielli afirmou que dizer que o Brasil vive uma crise fiscal seria “fake news”. No artigo desta 2ª feira (2.nov), ele afirma não ver “motivo para pânico”.
