O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou movimentos que incentivam boicotes a empresas por divergência política após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho repudiou políticos de direita e de esquerda que se posicionam a favor dos boicotes e afirmou que eles deveriam abrir mão do próprio salário.
“Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores”, disse.
Após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, publicações que incentivam o boicote a comércios e a vigília e demissão de trabalhadores que teriam apoiado Lula se espalharam pelas redes sociais.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) determinou que a Meta, dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, tirasse do ar posts que estimulam práticas do tipo. De acordo com o órgão, foram registradas cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral nos três dias que se seguiram ao resultado das eleições.
“Você que usou o Fundo Eleitoral, o Fundo Partidário, tanto o eleitor de esquerda e o eleitor de direita, tanto o trabalhador e o empresário, paga imposto para manter esses privilégios de Fundo Eleitoral, de Fundo Partidário. Se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda ou de direita, abre mão do seu salário”, emendou Cleitinho.
