O que mais tenho observado nos últimos tempos são organizações que investem tempo e dinheiro em recrutamento e seleção, mas negligenciam uma das etapas mais importantes da jornada do colaborador: o onboarding, ou seja, o processo de integração de novos profissionais. O primeiro dia e a primeira semana de trabalho são momentos especialmente sensíveis. É nesse período que o novo colaborador começa a construir suas percepções sobre a cultura organizacional, a liderança, o ambiente de trabalho e as expectativas relacionadas à sua função.
E essa experiência não pode acontecer de qualquer maneira, segundo o Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, 95% das empresas participantes da pesquisa oferecem onboarding estruturado. Embora esse número não represente a totalidade das organizações brasileiras, ele demonstra a relevância que o tema vem conquistando na agenda corporativa.
Entretanto, faço uma provocação: ter um programa de onboarding não significa necessariamente realizar uma integração eficaz.
Não adianta entregar uma apresentação institucional, mostrar as instalações e acreditar que o novo profissional está preparado para desempenhar suas atividades. Um processo de integração precisa ser planejado, executado e acompanhado por indicadores de adaptação, aprendizagem, satisfação e desempenho.
Sempre defendo que a experiência do cliente começa com a experiência do colaborador e essa experiência começa antes mesmo do primeiro dia de trabalho.
