O advogado Raphael Brito Smith da Silva, que representa o traficante Fernandinho Beira-Mar e familiares dele na Justiça, é investigado em pelo menos dois casos no Rio de Janeiro. Clientes afirmam ter pago por serviços jurídicos que não foram prestados. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro abriu um processo ético-disciplinar para apurar a conduta do profissional.
Em um dos casos, um músico relata ter perdido R$ 11 mil ao contratar Raphael para regularizar a pensão alimentícia da filha. Em outro, uma mulher diz ter desembolsado mais de R$ 4 mil por uma ação contra uma imobiliária que nunca chegou à Justiça. As informações são do portal G1.
O músico procurou o advogado para resolver pendências do pagamento da pensão. Segundo o relato à polícia, ele entregou ao menos R$ 11 mil e acreditava que os valores eram depositados em uma conta judicial.
A descoberta veio quando a mãe da menina cobrou o pagamento. Segundo o músico, a mulher estava havia três meses sem receber, embora o advogado garantisse ter feito as transferências.
O caso foi registrado em setembro como apropriação indébita (quando alguém fica com dinheiro ou bem que recebeu de forma legítima). O músico afirma ter feito o boletim de ocorrência às pressas para comprovar que acreditava estar em dia com a obrigação. A 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, conduz a investigação, acompanhada pelo Ministério Público (MP).
