Pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveram um robô flexível apelidado de BIOSENTER. A tecnologia foi projetada para percorrer o intestino delgado, um órgão muito cumprido e cheio de dobras dentro do abdômen, o que torna o acesso para diagnósticos e tratamentos um desafio para a medicina.
O estudo, publicado em outubro no periódico científico Science Robotics, foi liderado pelos pesquisadores Binbin Ying, Ahmad Mujtaba Jebran, Sahab Babaee e pelo gastroenterologista e engenheiro mecânico Giovanni Traverso.
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Como funciona a “serpente robótica”
O BIOSENTER tem 95 milímetros de comprimento inicial e 14 milímetros de diâmetro externo, dimensões calculadas para permitir a passagem segura pelo esôfago sem causar traumas.
Inspirado na musculatura lateral das serpentes, o corpo do robô contém quatro câmaras infláveis independentes reforçadas com fios de Kevlar dispostos em hélice. A estrutura permite que o robô se estique até 1,35 vezes o seu tamanho original e faça curvas de até 112 graus, alcançando rotação contínua em 360 graus com alta precisão de manobra.
A cabeça e a cauda do robô são revestidas por capas com micro-cortes de kirigami (técnica japonesa de corte e dobra de papel). Quando os balões das extremidades inflam, pequenas estruturas em formato de escamas se erguem e aderem à mucosa intestinal com uma força de cerca de 1,5 Newton.
