Autocoleta para HPV pode reduzir desigualdades na prevenção do câncer do colo do útero
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O número de mortes por câncer do colo do útero pode aumentar 39,3% em todo o mundo até 2050, chegando a aproximadamente 522 mil óbitos por ano. No mesmo período, os novos casos da doença devem crescer 20,2%, ultrapassando a marca de 1 milhão de diagnósticos anuais.
As projeções fazem parte de um estudo publicado nesta segunda-feira (2) na revista científica Nature Medicine. A pesquisa analisou dados de 204 países e territórios, incluindo o Brasil, e mostra que, apesar de ser um dos tipos de câncer com maior potencial de prevenção, a doença deve continuar provocando centenas de milhares de mortes nas próximas décadas.
O cenário é especialmente preocupante nos países de baixa renda, onde as mulheres enfrentam maiores dificuldades para ter acesso à vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), aos exames preventivos e ao tratamento de lesões que podem evoluir para câncer.
No Brasil, os pesquisadores estimaram que, em 2023, ocorreram aproximadamente 26,5 mil novos casos e 10,9 mil mortes por câncer do colo do útero. Os números foram calculados por modelos estatísticos internacionais e diferem das estimativas oficiais brasileiras, que utilizam outra metodologia.
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