MUNDO - As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem ter reflexos sobre o dólar, os juros e a entrada de investimentos no Brasil. A disputa pelo controle do Congresso americano determinará o espaço do presidente Donald Trump para aprovar medidas sobre impostos, gastos públicos e regulação.
Conhecida como midterms, a eleição renovará as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. O resultado não altera o comando da Presidência, mas pode fortalecer o governo ou ampliar o poder da oposição democrata.
Segundo analistas ouvidos pelo g1, os efeitos sobre o Brasil dependerão tanto da composição das duas Casas quanto da reação dos investidores às perspectivas para a economia americana.
Por que a eleição pode mexer com o dólar
Um dos principais caminhos de transmissão passa pelos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, usados como referência para investimentos em todo o mundo.
As decisões do Congresso sobre despesas e impostos influenciam as expectativas para as contas públicas americanas. Medidas que aumentem os gastos ou reduzam a arrecadação podem elevar a preocupação com o déficit e pressionar os juros desses títulos.
Com rendimentos maiores nos Estados Unidos, investidores podem retirar dinheiro de países emergentes para aplicar no mercado americano. Para o Brasil, isso pode significar menor entrada de recursos e pressão de alta sobre o dólar.
