Finados e poesia
Há exatos 45 anos eu publicava o poema “Dia de Finados”, que é destaque na primeira e, mais recentemente, na segunda edição, acrescida de “outras viagens poéticas”, do meu livro “Existencial de Agosto”, elogiado por grandes nomes da literatura nacional e internacional.
Entre muitos outros nomes de grande prestígio na Literatura, posso citar Bandeira Tribuzi, o uruguaio Eduardo Galeano, Jomar Moraes, José Sarney, José Américo de Almeida, Josué Montello, José Sarney, Maurice Druon, Murilo Mendes, Péricles Eugênio da Silva Ramos, Nauro Machado, e José Saramago - o único escritor de língua portuguesa laureado com o Prêmio Nobel de Literatura.
Finados e poesia...2
Eis, na íntegra, o poema que faz sucesso até hoje:
“Correm rios de velhas madrugadas/destes meus olhos embriagados:../ Amanheço-me hoje respirando morte:/ É Dia de Finados e sinto medo!.../ Hoje é dia de morte e sombras em todos os espaços/ e é roxa a cor do meu caminho/ À beira de um túmulo desconhecido/ sem vela, sem prece,/ sem epitáfio e sem gente/ quero-me outro para esquecer-me de ser esquecido/ em dias desses/ de lembranças e sem crepúsculo”.
Dia da Saudade
O excelente poeta Fabrício Carpinejar defende que o Dia dos Finados deveria ser chamado de Dia da Saudade. Segundo ele, os mortos não morrem na saudade. Continuam vivendo dentro dela. Tanto que a maioria das condolências se refere à “saudade eterna”.
A morte não é um fim, mas uma etapa, um ciclo do conjunto da vida.
