A máscara de moderação com a qual Flávio Bolsonaro tentou enganar os brasileiros durante a campanha eleitoral caiu assim que os resultados das eleições, anunciados no domingo, frustraram sua candidatura à presidência do maior país da América Latina. Na hora da verdade, Bolsonaro Jr. revelou a mesma natureza de seu pai, que foi impedido de concorrer à presidência após ser condenado por conspiração para um golpe de Estado quando perdeu a eleição quatro anos atrás.
Assim como seu pai, Jair, fizera em 2022, a primeira reação de seu filho mais velho e candidato escolhido a dedo foi recusar-se a reconhecer a clara vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia seguinte, Flávio Bolsonaro pareceu recuar, assegurando a todos que serviria como líder da oposição e, diante de rumores de uma possível fuga para o exterior, proclamou solenemente que permaneceria no Brasil “como o último obstáculo à destruição do país”. Enganou a todos, a começar por seus colaboradores mais próximos. Poucas horas depois, encenou uma fuga farsesca para os Estados Unidos via Argentina. E, já instalado lá com sua família, dirigiu uma carta delirante ao povo brasileiro na qual, sem o menor fundamento, reiterou suas alegações de fraude eleitoral e se autoproclamou presidente eleito, embora posteriormente tenha se retratado em uma versão posterior.
