Há 66 milhões de anos, o asteroide que levou à extinção dos dinossauros se chocou contra a superfície terrestre, na região do atual território do México. Então, o planeta sofreu uma série de transformações, incluindo mudanças abruptas de temperatura e liberação de gases tóxicos na atmosfera. Acontece que alguns animais que dividiam a Terra com os dinossauros naquele período não tiveram o mesmo fim, podendo se reproduzir e, claro, evoluir com o passar de milhões de anos.
Os antepassados dos crocodilos estavam entre esses sobreviventes. E o motivo para tal sucesso permaneceu sendo um mistério para os cientistas durante décadas. Agora, um novo estudo publicado na revista científica Science Advances, em 21 de outubro, parece ter chegado à uma conclusão. Quando a Terra ficou mais quente, eles foram estratégicos e práticos: saíram dos trópicos e se expandiram para regiões tropicais e subtropicais.
“O asteroide não tornou o planeta inteiro igualmente hostil a todos os grupos”, afirmou Alfio Alessandro Chiarenza, da UCL (University College London), em comunicado. Isso porque os crocodilos têm uma preferência por ambientes quentes, o que pode ter levado os sobreviventes a se estabelecerem onde os climas se mantinham melhor. Esses refúgios permitiram que as suas populações se recuperassem e, posteriormente, voltassem a se reproduzir.
Por que crocodilos sobreviveram a asteroide que matou dinossauros? Estudo pode ter descoberto
