A conquista do Prêmio Nobel de Física de 2026 pelo belga Francis Halzen reconhece décadas de dedicação à ciência e marca um avanço importante para a astronomia moderna. O pesquisador teve papel decisivo na concepção e no desenvolvimento do IceCube, um observatório instalado sob o gelo da Antártida que permite investigar fenômenos extremos do Universo por meio da detecção de neutrinos.
O assunto foi destaque do programa Olhar Espacial de sexta-feira (30), que recebeu o físico Alexandre Cherman para debater como a detecção dessas partículas amplia as possibilidades de investigação do cosmos.
Com uma trajetória consolidada, o convidado atua como astrônomo, doutor em física teórica, cientista de dados, educador, palestrante, autor de oito livros, coautor do Banco Imobiliário Cósmico, da Estrela Cultural, e diretor de astronomia da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.
IceCube usa sensores ópticos para rastrear partículas cósmicas
Durante a conversa com o apresentador Marcelo Zurita, Cherman explicou as características dos neutrinos, partículas subatômicas que não possuem carga elétrica e estão entre as de menor massa conhecidas. Por interagirem muito raramente com a matéria, conseguem atravessar planetas, estrelas e até o corpo humano. Estima-se que cerca de 100 trilhões deles passem por cada pessoa a cada segundo.
“Os neutrinos já foram descritos como a menor quantidade de realidade que a humanidade já imaginou.
