Em um mercado saturado de anúncios, o que separa uma marca lembrada de uma esquecida? Para Paulo Ilha, cofundador e sócio da Galeria, a resposta está no vínculo afetivo.
“Esse tipo de conexão com a marca é único. Isso faz com que ela seja muito forte ao longo do tempo e sobreviva às transformações que acontecem no mercado”, disse ao programa Valor de Marca, da CNN Brasil.
O publicitário inverte a ordem habitual das prioridades. “Tecnologia é um elemento também importante, mas acredito que ainda mais o valor da marca, nos dias de hoje, se torna mais importante”, afirmou.
A razão, segundo ele, é que o consumidor deixou de ser apenas plateia. Agora, as pessoas convivem com as marcas, acompanham os intervalos comerciais e produzem conteúdo.
Quando o apelido vira marca
Um dos exemplos citados por Ilha é o do McDonald’s, em que os sócios da Galeria atendem há mais de 20 anos. Em 2019, ainda na DPZ&T, agência que eles comandavam, a rede trocou por “Méqui” a fachada de duas lojas, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. O apelido também substituiu o nome oficial nas fotos de perfil da marca nas redes sociais.
Para Ilha, a ideia nasceu de escuta. “Vem de observar e entender as pessoas”, afirmou. Ele aponta ainda, como motivo de orgulho, a aproximação recente da marca com o público jovem.
Renovar sem perder a história
No outro extremo está o Itaú Personnalité, segmento de alta renda do Itaú Unibanco.
