Cédulas enviadas por correio são organizadas durante o processo de contagem em San Diego, na Califórnia, em 23 de outubro de 2026.
REUTERS/Mike Blake
O Departamento de Justiça do presidente Donald Trump demonstrou disposição para intervir diretamente nas eleições de meio de mandato de terça-feira (03), rompendo com décadas de prática destinada a evitar a impressão de que seus poderes de aplicação da lei estejam sendo utilizados para beneficiar um partido político ou candidato.
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Na Califórnia, o Departamento de Justiça tentou anular os votos por correspondência de cerca de 20 mil eleitores que, segundo alega, provavelmente não são cidadãos norte-americanos e, portanto, não têm direito ao voto.
O departamento também exigiu o acesso a registros no âmbito de uma investigação criminal relacionada. A Califórnia afirmou ter implementado medidas para impedir a votação por não cidadãos e argumentou que o Departamento de Justiça não tem autoridade para bloquear votos.
No Alasca, o departamento intensificou uma investigação criminal para apurar se um candidato ao Senado com o mesmo nome do atual senador republicano Dan Sullivan entrou na disputa para confundir os eleitores. Ele também tentou impedir a certificação caso Sullivan perdesse por uma margem estreita, mas um juiz federal indeferiu essa ação no domingo.
Departamento de Justiça de Trump rompe com tradição ao intervir nas eleições de meio de mandato
