O Congresso Nacional voltou a discutir uma mudança na forma como os brasileiros elegem deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. O voto distrital misto, que combina a escolha direta de representantes de determinadas regiões com a distribuição de vagas entre os partidos, ganhou força na última semana após uma articulação liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na quarta-feira (28), Motta se reuniu com dirigentes e lideranças de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e da federação PSDB-Cidadania. Após o encontro, anunciou a intenção de colocar a reforma eleitoral em votação ainda em 2026, antes da posse dos deputados eleitos em outubro, marcada para fevereiro de 2027.
A proposta prevê uma transição nas eleições de 2030, com a adoção definitiva do novo modelo em 2034. O texto, porém, ainda precisa ser definido e aprovado pelo Congresso.
A movimentação ocorre após uma eleição que alterou a composição da Câmara. O PL elegeu 121 deputados federais, 22 a mais do que em 2022, e terá a maior bancada da Casa. A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, perdeu 19 cadeiras, enquanto o MDB registrou uma redução de seis parlamentares.
Como funciona o voto distrital misto?
