O economista André Lara Resende, que participou da elaboração do Plano Real, disse que o Banco Central mantém a taxa básica de juros em patamar alto “em nome de uma teoria anacrônica”. A declaração foi feita em um post de 25 de setembro no Substack.
Lara Resende declarou que o “cerne do problema fiscal está no serviço da dívida” e “todo o resto é secundário”.
O economista faz referência à diferença entre a taxa de crescimento da dívida bruta, de 12,7% ao ano, e a do Produto Interno Bruto nominal, de aproximadamente 7%.
Ele afirmou que a relação cresce “a uma taxa aproximadamente igual à diferença entre as duas”, em torno de 5,7% ao ano.
“Não é preciso muita elaboração para concluir que a situação é insustentável. A trajetória explosiva da dívida em relação ao PIB deve ser interrompida o quanto antes”, disse.
O economista afirmou que o aumento da relação dívida/PIB “tem um único motor”: a “absurda taxa de juros” fixada pelo BC.
“Todos estão de acordo: a taxa de juros é um problema. Inviabiliza o crédito para a produção e o consumo, provoca o endividamento insustentável das famílias e das empresas e desestimula o investimento produtivo”, declarou. “Além disso, dado que a dívida pública está nas mãos da parcela mais rica da população, agrava a concentração de renda e riqueza”, afirmou.
Lara Resende disse que o Brasil tem problemas sociais e institucionais graves.
“Nenhum deles tem solução fácil.
