Influenciada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, o que provocou um verdadeiro terremoto no mercado financeiro e derrubou o Ibovespa, a Bolsa de Valores foi o pior investimento do mês passado, ao lado do bitcoin e de títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação.
Por outro lado, o dólar comercial e as aplicações de renda fixa pós-fixada registraram as maiores taxas de retorno para os investidores em outubro, assim como títulos públicos como Tesouro Selic e CDBs pós-fixados.
Ibovespa derreteu 10%
Principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), o Ibovespa fechou o mês passado com perdas de quase 10% (-9,88%).
Apenas na última semana de outubro, na esteira da reeleição de Lula, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, o indicador despencou mais de 18%.
Em 26 de outubro, o dia seguinte à vitória de Lula sobre Flávio, o mercado financeiro entrou em pânico e o Ibovespa desabou quase 14%. Foi o pior resultado diário desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19, e a terceira maior queda da história da bolsa brasileira. Durante a sessão, o Ibovespa chegou a derreter 17%, abaixo de 170 mil pontos.
Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a reeleição de Lula levou a uma perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado, em um único dia, das companhias listadas na B3.
