A inflação dos alimentos e o custo de vida se tornaram temas recorrentes do debate político das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
E um dos itens mais tradicionais na mesa do norte-americano, símbolo da culinária e da cultura, atingiu preços recordes gerando insatisfação dos consumidores.
A carne bovina é o produto símbolo de uma crise inflacionária que começou no campo, com a redução da produção, e se agravou com as decisões polêmicas de política comercial de Trump.
A campanha no Mississipi é um exemplo. O candidato democrata ao Senado, Scott Colom, resgatou o trecho de uma entrevista da senadora republicana que busca a reeleição, Cindy Hyde-Smith. Ao falar dos altos preços da carne bovina ela sugere: “vocês têm outras proteínas para escolher”. A oposição produziu um vídeo com consumidores dizendo: “escolher outra proteína? Prefiro escolher outro senador”.
Menor rebanho bovino desde a década de 1950
O problema da carne bovina começa no campo. Por causa de episódios sucessivos de estiagem, e alta nos preços dos grãos e da ração, muitos pecuaristas decidiram reduzir a produção e alguns até abandonaram a atividade.
O rebanho bovino norte-americano encolheu. Voltou a ter o mesmo número de 75 anos atrás, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Mesmo com o gado mais pesado e produtivo, a oferta interna de carne foi drasticamente reduzida e os preços dispararam, atingindo valores recordes.
