A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, ordenou a criação de uma associação de moradores de dentro da prisão. Preso há décadas, ele é apontado como liderança do Comando Vermelho. A suspeita surgiu de mensagens entre a mulher do detento, Márcia Nepomuceno, e Marco Antonio Quintal Henrique, o Marquinhos Balão.
Na conversa, Marquinhos informou que fundou uma associação em Vila Norma, possivelmente em São João de Meriti. Segundo ele, a iniciativa atendeu a um pedido de Marcinho VP.
Segundo a Polícia Civil, Marcinho VP usa parentes e pessoas de confiança para transmitir ordens de dentro da prisão. Além disso, ele interfere em comunidades dominadas pela facção.
Associação de moradores
Marquinhos preside desde dezembro de 2021 uma associação no Complexo do Alemão, fundada em 2004. No entanto, não há confirmação de vínculo com a entidade citada nas mensagens.
A investigação começou depois da apreensão do celular de Márcia, durante diligências de um inquérito paulista sobre disparo de arma de fogo envolvendo Oruam, filho do casal. A Polícia Federal prendeu Márcia no mês passado, sob acusação de impor monopólio no serviço de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.
Recursos do Comando vermelho pagam despesas familiares
O Ministério Público do Rio de Janeiro também investiga o caso e aponta o uso de recursos do Comando Vermelho para pagar despesas da família.
