O Índice de Preços de Alimentos da FAO - Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - atingiu uma média de 136 pontos em setembro de 2026, um aumento de 2 pontos (1,5%) em relação ao nível revisado de agosto. Os preços dos cereais, óleos vegetais e açúcar registraram elevação, enquanto carnes recuaram e o preço dos laticínios permaneceu estável.
Em relação ao mesmo mês de 2025, o indicador apresentou um acréscimo de 7,4 pontos (5,8%), mantendo-se, contudo, 24,3 pontos (15,1%) abaixo do pico registrado em março de 2022.
O subíndice dos cereais atingiu uma média de 122,8 pontos em setembro, um aumento de 6,0 pontos (5,1%) em relação a agosto e 18,0 pontos (17,2%) acima do valor registrado em setembro de 2025. Os preços mundiais do trigo foram os que mais pressionaram o indicador, com alta mensal de 6,3%.
“Essa alta foi, em grande parte, associada a restrições logísticas na região do Mar Negro, o que levou os importadores a buscarem origens alternativas. Condições climáticas secas em partes da América do Norte, às vésperas do plantio de trigo de inverno, também contribuíram para o aumento”, disse a FAO em relatório.
Óleos vegetais
O indicador de óleos vegetais atingiu uma média de 198,6 pontos em setembro, um aumento de 1,8 ponto (0,9%) em relação a agosto e um patamar 18,3% superior ao registrado um ano antes. Essa alta foi puxada, principalmente, pela elevação do óleo de palma, o que compensou com folga a queda nas cotações do óleo de girassol.
