Presidente eleito do Brasil, Tancredo Neves foi internado antes de tomar posse
Agência Brasil via BBC
Mais um capítulo está sendo escrito sobre a morte do então presidente eleito do Brasil Tancredo Neves (1910-1985), ocorrida em 21 de abril de 1985, o primeiro civil que comandaria o país, se tivesse tomado posse, depois da ditadura militar.
Depois de 12 anos sem trâmite, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu o direito da família de ter acesso aos documentos e procedimentos relacionados aos tratamentos médicos que antecederam seu óbito.
Este é o resultado de um pedido de habeas data referente aos prontuários médicos do então presidente. A decisão foi proferida no último dia 26 de outubro.
Em outras palavras, a Justiça atendeu ao pedido dos familiares e quebrou o sigilo médico sobre os prontuários referentes aos atendimentos, procedimentos e cirurgias do político desde o dia 14 de março daquele ano.
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Naquela data, véspera da cerimônia de posse presidencial, Tancredo se sentiu mal e foi atendido no Hospital de Base em Brasília com. Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial com uma inflamação na região do intestino grosso - e recebeu, inicialmente, tratamento para apendicite aguda. Ele morreu de septicemia, um mês depois, em 21 de abril de 1985.
Os registros agora liberados vão até a morte do político, mais de um mês depois, no Hospital das Clínicas de São Paulo.
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