Em 25 de outubro de 1917 a Revolução Bolchevique levou o povo ao Poder. E neste 25 de outubro de 2026 novamente o povo chegou ao Poder. Por trás das duas revoluções estavam as ideiam generosas que já haviam servido às revoluções francesa e americana: da igualdade, da fraternidade, da liberdade e da busca da felicidade. As vítimas, lá na Rússia como aqui no Brasil, foram poucas. Lá, pela força, instalou-se uma ditadura; aqui, pelo voto, evitou-se uma ditadura.
Nossa conquista deveu-se a muita coisa, mas, em primeiro lugar, à extraordinária iniciativa dos jovens. Mas que tudo, mais que a liderança impecável de Lula, sua mobilização trouxe a esperança de um futuro de justiça e paz. Nunca poderão ser esquecidas as multidões que foram às ruas, as que deram um drible nos desígnios de controle do mundo dos Zuckerberg e Musk.
É preciso tirar as consequências de nossa revolução pacífica. A primeira delas é que o povo não pode deixar os instrumentos de governo a Deus dará. Ele precisa manter uma pressão permanente para que os eleitos não abusem nem se lambuzem. Para isso a lição de organização de Janones, como ele mesmo reconhece, tem que passar da estrutura “eu mando e vocês obedecem”, lembro que o voto do exército que atingiu a maior dominação universal, a Companhia de Jesus, tinha como principal voto o “obedecer [ao Papa] como um cadáver”, para tornar-se uma rede de ideias múltiplas e díspares, que se harmonizem e cheguem ao único objetivo legítimo, o bem comum.
