As compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, excluindo a soja, caminham para o menor patamar em sete anos, apesar de um acordo que prevê a aquisição de bilhões de dólares em importações. É o que aponta uma análise da Reuters baseada em dados alfandegários, o que reforça incertezas sobre o acordo no longo prazo.
Em maio, a Casa Branca informou que Pequim concordou em comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente, a partir de 2026, com a meta deste ano sendo calculada de forma proporcional. Essas compras somam-se a um compromisso firmado em outubro do ano passado para a aquisição de soja norte-americana.
Embora a China esteja no caminho para atingir sua meta de compra de soja, o país adquiriu apenas US$ 7,2 bilhões em outros produtos agrícolas, de carnes a milho, entre janeiro e setembro, segundo a análise. O volume de importações para esse período é o mais baixo desde 2019, auge da primeira guerra comercial.
Não está claro se Pequim descumpriu seu compromisso, uma vez que a Casa Branca não especificou se o prazo começou a contar a partir do anúncio, feito em maio, ou se terá início apenas após a concretização dos cortes tarifários propostos pela China, o que ainda não ocorreu.
