O prodígio italiano Kimi Antonelli (Mercedes) se tornou, neste domingo, o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, um feito que continua a impressionar o paddock com seu talento, ousadia e personalidade ao volante.
Com apenas 20 anos e dois meses, o piloto nascido em Bolonha, no norte da Itália, conquistou no México o título mais cobiçado do automobilismo, ao final de uma temporada quase perfeita, em seu segundo ano na principal categoria.
Filho de Elisabetta, que prefere manter-se em segundo plano, e de Marco, ex-piloto e chefe de equipe, Andrea Kimi Antonelli subiu em um kart pela primeira vez aos sete anos de idade.
No entanto, seu pai, ciente das dificuldades que esse esporte pode acarretar, não queria que ele seguisse carreira no automobilismo.
“Quando eu era pequeno, antes de tudo começar, meu pai não queria que eu me tornasse piloto, porque o automobilismo pode ser muito cruel às vezes, especialmente no aspecto financeiro, já que é muito difícil ter sucesso sem o apoio das pessoas certas”, contou Antonelli durante uma coletiva de imprensa.
“À medida que fui crescendo, ele me ensinou tudo o que sabia: primeiro sobre as corridas e, agora, sobre a vida. É muito importante tê-lo ao meu lado nos Grandes Prêmios, ainda mais em uma temporada tão importante como esta”, acrescentou.
Transbordando talento, Antonelli logo chamou a atenção.
Aos 11 anos, já estava no radar do francês Gwen Lagrue, responsável pelo programa de jovens pilotos da Mercedes.
